· 72% das empresas portuguesas já implementou ou está a testar soluções de Inteligência Artificial;
· O estudo assinala que em 17% das empresas em Portugal, nenhum colaborador participou ainda em iniciativas de requalificação ou capacitação em IA;
· Apenas 30% das organizações em Portugal indica ter um elevado nível de maturidade de dados em RH, abaixo dos 38% registados a nível global;
· Só 17% das empresas portuguesas afirma ter uma proposta de valor para os colaboradores claramente definida e bem compreendida.
Lisboa, 29 de maio de 2026 – A Aon plc, empresa líder mundial de serviços profissionais nas áreas de Risk Capital e Human Capital, divulga o Human Capital Trends Study, que revela uma diferença relevante entre a confiança das organizações portuguesas no potencial da Inteligência Artificial e a preparação das suas estratégias para acompanhar esta transformação. Portugal supera a média global na confiança sobre o impacto da Inteligência Artificial, mas apresenta menor maturidade nos dados de RH e na definição da proposta de valor para os colaboradores.
De acordo com o estudo, 98% das organizações em Portugal concorda que a IA irá criar novas oportunidades e exigir novas competências nas suas áreas de atuação, um valor de 12 pontos percentuais acima da média global, situada nos 86%. Ao mesmo tempo, as empresas identificam a adaptabilidade e a gestão da mudança como as competências essenciais para o sucesso organizacional nos próximos três anos, reforçando a importância das capacidades humanas num contexto de aceleração tecnológica.
Apesar desta confiança, o relatório mostra que a adoção da IA está a avançar mais rapidamente do que algumas dimensões da preparação organizacional. Em Portugal, 72% das organizações já implementou ou está a testar soluções de IA, um valor muito próximo do registado a nível global (73%), demonstrando que a tecnologia já está presente na maioria das organizações. Ainda assim, o estudo revela que em 17% das empresas em Portugal, nenhum colaborador participou ainda em iniciativas de requalificação ou capacitação em IA nos últimos 12 meses, um número ligeiramente superior globalmente (16%), revelando uma lacuna que as empresas terão de endereçar para construir forças de trabalho mais preparadas e resilientes.
“Os dados mostram que, em Portugal, a IA está a ganhar velocidade, mas nem sempre acompanhada pela preparação das pessoas. O verdadeiro desafio não está na tecnologia, está na forma como capacitamos quem a usa. É aí que se ganha ou se perde valor.”, refere Nuno Abreu, Head of Human Capital da Aon Portugal.
A dificuldade em recrutar e reter talento com competências em IA reforça a importância da capacitação interna. De acordo com o estudo, apenas 24% das organizações em Portugal considera conseguir recrutar e reter talento com competências em IA, um valor em linha com o registado globalmente. Este dado evidencia a necessidade de as empresas desenvolverem competências dentro da sua própria força de trabalho, reduzindo a distância entre a ambição tecnológica e a preparação efetiva das pessoas.
À medida que as organizações portuguesas avançam na adoção da IA, as competências dos colaboradores tornam-se determinantes para transformar tecnologia em resultados. O estudo revela que 84% das organizações em Portugal concorda que a IA irá automatizar algumas tarefas, mas que as funções existentes continuarão a ser necessárias, um valor em linha com os 86% registados a nível global. Este dado reforça a importância de preparar as pessoas para uma transformação que deverá alterar tarefas e competências, mais do que eliminar funções de forma generalizada.
O estudo identifica ainda desafios relevantes na maturidade das estratégias de Recursos Humanos em Portugal. Apenas 30% das organizações portuguesas indica ter um elevado nível de maturidade de dados em RH, abaixo dos 38% registados globalmente. Este dado é particularmente relevante num momento em que a informação sobre a força de trabalho é essencial para apoiar decisões sobre talento, remuneração, benefícios, desenvolvimento de competências e planeamento organizacional.
Também na proposta de valor para os colaboradores existe margem de evolução. Segundo o estudo, apenas 17% das organizações portuguesas afirma ter uma Proposta de Valor para os Colaboradores (EVP) claramente definida e compreendida pelos colaboradores, face a 19% a nível global.
“As empresas portuguesas revelam um nível de confiança muito significativo no potencial da Inteligência Artificial. Mas a adoção de IA não pode ser vista apenas como uma decisão tecnológica. O verdadeiro impacto dependerá da capacidade das organizações prepararem as suas pessoas, desenvolverem novas competências e utilizarem os dados de RH de forma mais estratégica. As organizações que conseguirem alinhar tecnologia e Human Capital estarão mais bem posicionadas para transformar esta mudança em desempenho, resiliência e vantagem competitiva”, afirma Nuno Abreu, Head of Human Capital da Aon Portugal.
Num contexto de transformação acelerada do mercado de trabalho, o Human Capital Trends Study conclui que as organizações que investirem nos colaboradores com a mesma intencionalidade com que investem em tecnologia estarão mais bem posicionadas para reforçar o desempenho, a resiliência e a confiança no futuro.
O Human Capital Trends Study a Aon reuniu contributos de 2.361 membros de conselhos de administração, líderes séniores de negócio e responsáveis de Pessoas, abrangendo 62 países e múltiplos setores de atividade, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. O relatório completo pode ser consultado em Human Capital Trends Study.
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Sobre a Aon
A Aon plc (NYSE:AON) é uma empresa líder mundial de serviços profissionais que dispõe de uma ampla gama de soluções de risco, reforma e saúde. Com 60.000 colaboradores em 120 países tem como objetivo entregar os melhores resultados através de proprietary data & analytics para fornecer insights que reduzam a volatilidade e melhorem o desempenho.


