Lisboa, 15 de janeiro de 2026 – Após alguns de anos de experimentação, 2026 será o ano em que a Inteligência Artificial (IA) deixará de ser apenas uma ferramenta para se tornar numa verdadeira parceira, capaz de transformar a forma como trabalhamos, criamos e inovamos. Esta evolução marca uma nova fase, definida pelo impacto real na sociedade e na economia.
A IA está a evoluir, passando de responder a perguntas para colaborar verdadeiramente com pessoas, ampliando a sua experiência e a criatividade. Esta transformação já é visível em vários setores: na saúde, a IA ajuda a reduzir desigualdades no acesso a cuidados; na investigação científica, acelera descobertas; na computação quântica, abre caminho para avanços antes considerados impossíveis. À medida que os agentes de IA se tornam colegas digitais, as organizações reforçam a segurança para acompanhar novos riscos, enquanto a infraestrutura evolui para sistemas mais inteligentes e eficientes.
Perante este cenário, a Microsoft identificou sete tendências de IA que irão marcar o ano de 2026:
1. Colaboração humano-IA
O ano de 2026 marca uma nova era de sinergia entre tecnologia e pessoas. Se nos últimos anos o foco da IA estava em responder a perguntas e resolver problemas, a próxima fase será sobre colaboração real. Agentes de IA vão tornar-se colegas digitais, ajudando equipas pequenas a alcançar resultados globais com rapidez, desde análise de dados à geração de conteúdos e personalização, enquanto os humanos lideram a área de estratégia e criatividade. Neste contexto, as organizações que apostarem na IA e formarem os seus colaboradores para trabalharem com esta ferramenta, conseguirão obter vantagens competitivas, ajudando as equipas a enfrentarem desafios criativos e a entregarem melhores resultados e de forma mais eficiente. O futuro não passa por substituir pessoas, mas sim por amplificá-las através das ferramentas tecnológicas.
2. Segurança integrada para agentes de IA
À medida que os agentes de IA se tornam parte do dia a dia, atuando como colegas de trabalho, a confiança será um fator cada vez mais essencial. Cada agente terá identidade própria, acesso limitado às informações e aos sistemas, bem como proteção contra ameaças. A segurança será autónoma e incorporada, garantindo que os agentes não se transformam em “double agents” e não representam riscos para as organizações.
3. IA para reduzir desigualdades na saúde
No setor da saúde, a IA vai evoluir para além do diagnóstico, apoiando a triagem de sintomas e o planeamento de tratamentos, sendo que, em 2025, o Microsoft AI Diagnostic Orchestrator (MAI-DxO) já resolveu casos médicos complexos com 85,5% de precisão, acima da média de 20% dos médicos experientes. Com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a prever uma escassez global de cerca de 11 milhões de profissionais de saúde até 2030 – o que poderá deixar 4,5 mil milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde essenciais - soluções como Copilot e ferramentas de IA generativa vão democratizar o acesso a cuidados, dando às pessoas maior poder sobre a sua saúde e bem-estar.
4. IA como assistente de investigação
Os avanços na Inteligência Artificial estão a transformar profundamente a ciência e já estão a acelerar avanços em áreas como modelagem climática, dinâmica molecular e design de materiais. Em 2026, a IA deixará de ser apenas uma ferramenta para se tornar um parceiro ativo no processo científico: será capaz de gerar hipóteses, sugerir experiências e executar partes delas, acelerando descobertas em áreas como física, química e biologia. Cada investigador poderá contar com um assistente de IA personalizado, que analisa dados, identifica padrões e propõe soluções, reduzindo o tempo entre ideia e validação. Esta evolução traz oportunidades extraordinárias, mas exige responsabilidade: garantir princípios éticos, transparência e segurança será essencial para que a ciência avance com confiança.
5. Infraestruturas de IA mais inteligentes
O crescimento da IA não depende apenas de mais centros de dados, mas de sistemas distribuídos e eficientes que maximizam cada ciclo de computação. A próxima geração de infraestruturas será composta por redes globais flexíveis - verdadeiras “superfábricas” de IA integradas - que permitem reduzir custos e aumentar a eficiência, com computação dinâmica e sustentável para impulsionar inovações em IA numa escala global.
6. IA que compreende código e contexto
O desenvolvimento de software está a atingir um ponto de viragem, com a atividade no GitHub a atingir níveis recorde em 2025. Mensalmente, os programadores fundiram 43 milhões de pull requests - um aumento de 23% em relação ao ano anterior numa das principais formas como as equipas propõem e revisam alterações ao seu código. Em 2026, a IA vai compreender não só linhas de código, mas também relações e histórico nos repositórios. Essa “inteligência de repositório” permitirá sugestões mais inteligentes, deteção precoce de erros e automatização de correções, garantindo software mais fiável e rápido.
7. Computação quântica híbrida
A vantagem quântica é uma realidade cada vez mais próxima. Em 2026, a combinação de IA, supercomputação e quântica vai permitir realizar simulações e modelação com precisão inédita. O chip Majorana 1 da Microsoft, baseado em qubits topológicos, marca um avanço crítico para tornar os sistemas quânticos mais estáveis e fiáveis, abrindo caminho para o desenvolvimento de máquinas com milhões de qubits capazes de resolver problemas científicos e industriais complexos.
SOBRE A MICROSOFT
Microsoft (Nasdaq "MSFT" @microsoft) cria plataformas e ferramentas robustecidas por Inteligência Artificial para entregar soluções inovadoras que correspondam às necessidades crescentes dos nossos clientes. Enquanto empresa de tecnologia está comprometida com a democratização do acesso a Inteligência Artificial de forma responsável, mantendo a missão de capacitar todas as pessoas e organizações no planeta para atingir mais.


