· Sovereign Control Panel oferece uma visão unificada da postura de soberania das organizações e permite identificar riscos e gerir controlos
· Novas capacidades no Azure Local alargam a operação em ambientes ligados ou desconectados, abrangendo dados, desenvolvimento, produtividade e Inteligência Artificial
· Sovereign Partner Ecosystem amplia as opções disponíveis através de ambientes operados de forma independente, parceiros especializados e conhecimento local
Lisboa, 20 de outubro de 2026 – A Microsoft anunciou um novo conjunto de capacidades para o Microsoft Sovereign Cloud, de modo a reforçar a soberania digital das organizações, oferecendo maior controlo e escolha sobre a forma como executam, protegem e gerem os seus sistemas e cargas de trabalho mais críticas.
As novidades abrangem a Sovereign Public Cloud, a Sovereign Private Cloud e o Sovereign Partner Ecosystem, combinando diferentes níveis de controlo operacional e tecnológico entre a cloud pública, ambientes operados pelos clientes e soluções disponibilizadas através do ecossistema de parceiros.
Atualmente, as organizações procuram cada vez mais compreender não apenas onde os seus dados residem, mas também quem pode aceder e operar os seus sistemas, como são protegidos os ativos digitais sensíveis, quais as dependências tecnológicas mais relevantes e se os serviços críticos podem continuar a funcionar à medida que mudam as condições regulamentares, geopolíticas, de segurança ou de rede.
Neste contexto, o Microsoft Sovereign Cloud foi concebido para responder a diferentes requisitos de soberania através de capacidades disponíveis na cloud pública, em ambientes operados pelos clientes e através do ecossistema de parceiros.
Maior visibilidade e controlo na Sovereign Public Cloud
Entre as principais novidades destaca-se o Sovereign Control Panel, que entra em versão de pré-visualização pública no Microsoft Ignite. Integrado no portal Azure, reúne numa única experiência os principais indicadores e controlos associados à soberania digital.
Esta capacidade permite às organizações compreender a sua postura de soberania, aplicar e gerir controlos, identificar lacunas e riscos e tomar medidas para os corrigir. Apoia igualmente a preparação para a continuidade do negócio, ao proporcionar maior visibilidade sobre as dependências das cargas de trabalho e permitir avaliar a sua portabilidade entre diferentes ambientes operacionais, quando necessário.
O Sovereign Control Panel complementa outros mecanismos destinados a reforçar o controlo ao longo do ciclo de vida do acesso operacional. O Just-in-Time Access e o Customer Lockbox oferecem aos clientes maior controlo sobre o acesso aos respetivos ambientes.
Para clientes na União Europeia (UE) e na Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), a Microsoft está também a disponibilizar o Data Guardian, que acrescenta supervisão realizada por um parceiro de confiança residente na União Europeia sobre acessos remotos elegíveis efetuados por engenheiros da Microsoft a sistemas de produção abrangidos. Por sua vez, o Production Touch Ledger, disponibilizado de forma faseada na UE e na EFTA, cria registos resistentes a adulteração desses acessos e das ações realizadas.
Ao nível da proteção das chaves de encriptação, o External Key Management com Azure Managed HSM já se encontra disponível de forma geral. Esta capacidade permite às organizações manter a chave de encriptação principal em hardware próprio, operado nas suas instalações ou através de terceiros de confiança, criando uma opção adicional para cargas de trabalho que requerem controlo físico sobre o hardware de gestão de chaves fora da infraestrutura da Microsoft.
A Microsoft está igualmente a reforçar a proteção e a transparência dos dados durante o processamento.
O Azure confidential computing permite proteger dados durante o processamento num ambiente seguro, suportado por hardware e sujeito a verificação contínua da sua integridade. Já as Azure Confidential Clean Rooms, agora em versão de pré-visualização limitada, aplicam estas capacidades a cenários de colaboração entre várias entidades, permitindo analisar informação sensível partilhada e limitar a exposição mais ampla dos dados subjacentes.
Reforçar a resiliência e a independência operacional
Para algumas cargas de trabalho, a soberania digital implica garantir que as operações críticas conseguem manter-se mesmo perante alterações nas condições de conectividade, segurança ou funcionamento. Com esse objetivo, a Microsoft está a publicar novas orientações de Sovereign Business Continuity e padrões de arquitetura que ajudam as organizações a traduzir requisitos de resiliência em arquiteturas que podem ser planeadas, implementadas e testadas antecipadamente.
Para cargas de trabalho que exigem maior independência operacional, a Sovereign Private Cloud prolonga as capacidades da cloud para ambientes operados pelos próprios clientes. A possibilidade de transitar cargas de trabalho de um modelo ligado para operações desconectadas está a entrar em versão de pré-visualização pública, aumentando a flexibilidade para manter serviços críticos quando a conectividade ou os requisitos operacionais se alteram.
Mais capacidades para ambientes operados pelos clientes
Construída sobre o Azure Local, a Sovereign Private Cloud está também a alargar o conjunto de capacidades que podem ser executadas em ambientes controlados pelo cliente.
O SQL Server no Azure Local já está disponível de forma geral para implementações ligadas e desconectadas. O DocumentDB e o Blob Storage no Azure Local entram agora em versão de pré-visualização pública, dando às organizações mais opções para executar e gerir dados críticos nos seus próprios ambientes.
No desenvolvimento de software, o GitHub Enterprise Local ficará disponível de forma geral no Microsoft Ignite como uma solução validada do GitHub Enterprise Server no Azure Local. Esta oferta permite manter repositórios, código e outros ativos de desenvolvimento sob controlo local.
Os programadores poderão igualmente utilizar o GitHub Copilot com modelos alojados localmente para inferência, aproximando o desenvolvimento assistido por IA do código e dos dados existentes nos ambientes controlados pelas organizações.
O ambiente local de aplicações está também a ser alargado através do Foundry Local, que ficará disponível de forma geral no Microsoft Ignite para operações ligadas e desconectadas no Azure Local. O catálogo incluirá modelos da Microsoft e de parceiros, bem como modelos open-weight e open-source.
As capacidades de inferência local e pesquisa agêntica permitirão aos utilizadores interagir com dados empresariais locais através de linguagem natural e receber respostas fundamentadas nessa informação. A integração com o Microsoft 365 Local, disponível em versão de pré-visualização para clientes aprovados, alarga esta funcionalidade a servidores Microsoft SharePoint e Exchange operados localmente.
As Confidential Virtual Machines no Azure Local estão também disponíveis de forma geral. A utilização de memória encriptada e isolamento com base em hardware ajuda a proteger dados sensíveis durante o processamento, enquanto a atestação das cargas de trabalho acrescenta uma validação adicional antes da disponibilização de dados ou chaves.
Adicionalmente, o Azure Local passará a suportar multitenancy, permitindo separar recursos, governação e gestão entre vários tenants, mantendo a utilização de uma infraestrutura comum. Esta capacidade amplia os cenários disponíveis para organizações com unidades de negócio distintas ou diferentes perímetros de segurança e cria novas oportunidades para operadores locais e prestadores de serviços desenvolverem ofertas de cloud soberana sobre infraestrutura Azure Local.
Um ecossistema de parceiros para responder a requisitos diversos
A Microsoft anunciou igualmente novidades no Sovereign Partner Ecosystem, que inclui ambientes operados de forma independente, parceiros especializados e ofertas desenvolvidas para responder a diferentes requisitos de soberania.
As National Partner Clouds, incluindo a Bleu, em França, disponibilizam ambientes operados de forma independente para clientes que necessitam de modelos diferentes de propriedade e operação. Os parceiros de software podem complementar os ambientes Azure Local com capacidades de segurança, identidade, observabilidade, cópia de segurança e recuperação, migração, dados, redes e aplicações.
Em paralelo, os parceiros com especialização em soberania digital combinam as tecnologias Microsoft com conhecimento dos mercados locais e experiência de implementação. Os parceiros de co-inovação de plataforma alargam ainda as opções de infraestrutura, desde o centro de dados até ambientes edge.
Este ecossistema permite às organizações combinar tecnologia, modelos operacionais e conhecimento especializado de acordo com os requisitos concretos de cada carga de trabalho, em vez de aplicar uma arquitetura única a todo o seu património digital.
Soberania para inovar com confiança
A Inteligência Artificial está a ampliar simultaneamente o potencial da tecnologia e o impacto das escolhas tecnológicas. À medida que sistemas e agentes de IA interagem com dados sensíveis, processos de negócio e infraestruturas essenciais, aumenta também a necessidade de controlar onde são executados, quem os pode operar, que ações podem realizar e como continuam a funcionar em situações de disrupção.
Com este novo conjunto de capacidades, a Microsoft pretende ajudar as organizações a aplicar o nível de controlo adequado a cada carga de trabalho, mantendo a capacidade de inovar e beneficiar da cloud e da Inteligência Artificial.
A evolução do Microsoft Sovereign Cloud reforça, assim, uma abordagem em que soberania não significa isolamento tecnológico, mas sim maior escolha, controlo verificável, confidencialidade, resiliência e autoridade operacional sobre os sistemas dos quais dependem as organizações.
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