Comunicado de Imprensa – 15 de outubro de 2026
A The Navigator Company, em parceria com a AGROGES, lança a Rede de Fornecedores Inovadores (RFI), um programa desenvolvido no âmbito do Portugal 2030 e em articulação com o COMPETE 2030, que visa reforçar a competitividade e a capacidade de investimento da fileira florestal.
O programa cria condições de acesso a apoio ao investimento produtivo, até um montante previsto de 84 milhões de euros, exclusivo para 124 parceiros do Clube Produtores Florestais Navigator, incluindo fornecedores de madeira, prestadores de serviços florestais e empresas de transporte. Através de investimentos em maquinaria, tecnologia, digitalização e novos processos, os parceiros poderão beneficiar de incentivos que podem atingir 50% do investimento elegível.
Com esta iniciativa, a The Navigator Company pretende acelerar de forma estratégica a modernização do tecido empresarial da fileira florestal, reforçando a capacidade produtiva das empresas, promovendo ganhos de eficiência e aumentando a competitividade da cadeia nacional de abastecimento.
Uma das primeiras oportunidades disponibilizadas através da RFI será o SI Inovação Produtiva, que apoiará projetos capazes de introduzir produtos, serviços ou processos novos ou significativamente melhorados, incentivando a incorporação de inovação e soluções tecnológicas nas operações das empresas.
Os apoios não se destinam à simples substituição de equipamentos. Os projetos deverão representar uma evolução efetiva face à situação atual da empresa, através da introdução de produtos, serviços ou processos novos ou significativamente melhorados. O objetivo é promover investimentos com impacto concreto na capacidade operacional, na produtividade, na eficiência e na competitividade das empresas.
No âmbito do SI Inovação Produtiva, está prevista uma taxa base de apoio de 40% para micro e pequenas empresas e de 30% para médias empresas. À taxa base aplicável poderá acrescer uma majoração de 10 pontos percentuais associada ao reforço da relação da empresa candidata com a Navigator e, em determinadas sub-regiões, uma majoração territorial adicional de 10 pontos percentuais, sempre dentro dos limites máximos de auxílio aplicáveis.
“A Rede de Fornecedores Inovadores resulta de um trabalho que iniciámos em setembro de 2025 visando a construção de uma solução para responder de forma estratégica e disruptiva ao fortalecimento de uma cadeia de abastecimento nacional mais forte, moderna e competitiva. Criámos condições concretas para que os nossos parceiros invistam, cresçam e incorporem novas tecnologias nas suas operações. Estamos perante uma das mais relevantes oportunidades de apoio ao investimento em equipamento produtivo no setor florestal em Portugal com o objetivo de reforçar a capacidade das empresas portuguesas e reduzir a dependência de importações”, afirma Paulo Santos, do Clube Produtores Florestais Navigator.
Alexandra Vilela, presidente do COMPETE 2030, refere: “Esta iniciativa demonstra como os instrumentos do Portugal 2030 podem ser mobilizados de forma estratégica para responder às necessidades concretas das empresas e reforçar as respetivas cadeias de valor. Através da capacidade de mobilização das empresas nucleares, pretendemos dinamizar e qualificar as redes de fornecedores nacionais, estimular a inovação e criar novas oportunidades para as PME, contribuindo para a geração de maior valor acrescentado em Portugal, o aumento das exportações e a redução da dependência de importações.”
Por sua vez, Manuela Nina Jorge, da AGROGES, afirma: “Esta iniciativa representa um primeiro passo importante, mas o verdadeiro desafio começa agora: materializar as oportunidades identificadas em projetos de investimento sólidos e com impacto no terreno. A AGROGES estará ao lado das empresas ao longo deste processo, apoiando a preparação e apresentação dos projetos e assegurando que as necessidades da fileira encontram resposta em investimentos concretos, capazes de reforçar a competitividade e a modernização das empresas, com o sucesso e o apoio a fundo perdido adequado para cada PME.”
João Cruz, do Crédito Agrícola, acrescenta: “Uma fileira mais forte exige empresas capazes de concretizar os seus projetos e acompanhar a evolução do setor. Para apoiar esse caminho, o Crédito Agrícola associa-se a esta iniciativa com soluções financeiras especificamente desenvolvidas para contribuir para uma cadeia de valor mais sólida e preparada para o futuro.”
Na avaliação das candidaturas será valorizado o impacto efetivo do investimento na atividade da empresa, nomeadamente ao nível da inovação, capacidade operacional, produtividade e eficiência, bem como o seu contributo para o fortalecimento da cadeia de valor.
A Rede de Fornecedores Inovadores integra-se na estratégia do Clube Produtores Florestais Navigator de apoio aos agentes da fileira, apresentando um pacote integral de apoio à modernização. Neste pacote, os parceiros poderão apresentar a sua candidatura ao programa de apoio, via AGROGES, terão condições bonificadas de financiamento, para a verba restante, junto do parceiro financeiro, o Crédito Agrícola e poderão obter condições diferenciadas na sua apólice de seguro Máquinas Casco, ao abrigo da parceria com a Empremédia. Sob o lema "A União faz a floresta", o Clube continua a desenvolver soluções que promovem uma atividade florestal mais profissionalizada e competitiva.
Desde a sua criação, em 2023, o Clube tem vindo a implementar iniciativas de apoio concreto aos seus membros, incluindo protocolos que proporcionam melhores condições de acesso a financiamento, soluções de gestão e mitigação de risco, benefícios nas áreas da energia e mobilidade, ferramentas de apoio à empregabilidade e, mais recentemente, uma central de compras destinada a gerar ganhos de escala e reforçar a competitividade das empresas da fileira.
Entre as iniciativas já implementadas destacam-se protocolos que proporcionam melhores condições de acesso a financiamento (Crédito Agrícola), o acesso a uma equipa especializada para a gestão e mitigação de riscos (Empremédia), benefícios nas áreas da energia e mobilidade (Galp, Moeve e OZ), ferramentas de apoio à empregabilidade (Clube de Emprego), condições mais vantajosas na aquisição de equipamentos (Cimertex, a Moviter e a Vicort) e, mais recentemente, a criação do Clube de Compras, que já disponibiliza Equipamentos de Proteção Individual e cuja oferta será alargada em breve a novas categorias de produtos.

